Vozes Do Massacre De Bataclan 1

Vozes Do Massacre De Bataclan

às 6 da manhã, Stéphane, um micro computador de quarenta e nove anos, fanático por rock, fica vagando na ilha de la Cité, de regresso a residência. Leva às costas o que resta de tua camisa deshilachada e anda a respeito as pedras da calçada em frente à rive gauche, coberto com um cobertor. Como se voltasse de uma farra.

“Um tanto surreal”, diz. Mas não vem de uma farra. A manta se a deram os do Samu, o serviço de urgências médicas, a camisa é a fizeram remover, há seis horas, excitados policiais armados até os dentes, entre gritos rudes. Acabou de sair do trinta e seis do quai des Orfèvres, sede da polícia judiciária. Sexta-feira à noite, a sala de festas, que tem uma capacidade de 1.500 pessoas, está cheia.

Passado o hall de entrada que fornece ao boulevard Voltaire, chega-se à platéia, ou se sobe ao palco por uma escadas à esquerda. No térreo, há duas saídas de emergência, ambas pela divisão esquerda do recinto; ao fundo, perto do palco, e outra perto da escada de acesso ao palco, no meio do acesso aos lavatórios.

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Stéphane está acima, no mesmo centro do palco, em frente ao palco onde o grupo californiano Eagles of Death Metal, que inicia o show com seu hit I Only Want You. Uns trinta minutos depois, às 21.30, no meio de um local animado de cerveja e braços alçados, o grupo enfrenta seu terceiro single, Kiss the Devil (Beija o diabo). “De repente, eu ouço tiros que vêm do exterior, eu olho, vejo um membro de criação alcançado e sou qualificado de dominar neste instante o que ocorre”, explica Le Monde. Dirige-Se a correr pro interior, alertando e direto para as saídas de urgência. A polícia judiciária uma declaração se repete uma e mais uma vez: a percepção de fogos de artifício em um primeiro momento, outros acreditam que o ruído faz divisão do show.

Quando o jogo pára de tocar e o guitarrista tira o instrumento no chão e sai a pé do palco, a compreensão muda. “Devia ser o único no meio da multidão, que sabia que existia a saída de urgência, tinha que mostrar o caminho”, diz o segurança. Os atacantes entram na sala, disparando rajadas. Só param pra substituir seus carregadores.

“Há gritos, no entanto a circunstância não se compreende agora”, diz Louise, de 27 anos, que está nas primeiras fileiras ao lado do palco. Quando os músicos desaparecem, “eu volto e vejo que as pessoas se tira o chão”, explica em uma declaração por escrito ao jornal Libération.

“Cheiro a sangue quente, eu cruzo com o ver perdido de um tipo que não pestañea e que cai demitido do west ham”, conta a garota. Na platéia, o tiroteio dura quatro ou 5 minutos. Pessoas caindo perante as balas, ele tira o chão, se lança sobre o cenário que acabará afundando sob o peso da avalanche. No empilhamento, alguns corpos protegem outros.

Vivos e os mortos. A imensa maioria dos 89 morrem por isso. Jacques e Evelyne, meus vizinhos, homens pela moradia dos 40 e pais de duas moças de cinco e sete anos de idade, encontravam-se bem como as primeiras linhas, no entanto a uma certa distância um do outro, no momento em que tudo começou. Ao teu redor cai gente morta. Jacques repta com amargura em busca de Evelyne, a acha, a pega na mão e saem arrastando-se dos primeiros pra saída de urgência.

Atiram a respeito eles sempre que deslizam por cima dos cadáveres, algo árduo de esquecer. Uma bala cortando as costas pra Evelyne, que exibe dois outros riscos de bala. Passados estes quatro ou 5 minutos de tiroteio em rajadas, os tiros são espaçados.

Não está claro se estão fazendo os corpos que se movem, ou se atiram contra os que tentam escapulir, explica Stéphan. Alguns, bastantes, saíram no decorrer do tiroteio pelas saídas de urgência, aproveitando o que uma pessoa identifica acusticamente como a operação de substituir um carregador vago por outro cheio.